14
Apr
2010

Amigos.

friends

13
Apr
2010

Opções de vida (nem o título se enquadra)

(deixem-me só desenterrar o morto que jaze por cima deste blog)

Bem, os balõesinhos que eram suposto levarem-me a algum lado estão presos em qualquer coisa que não é a minha terra, nem me deixa voltar para casa. Pior é que também não sobem nem descem, estão aqui, sempre no mesmo sítio, sempre no mesmo tédio. Alguns rebentaram, outros estão tão pequeninos que caíram e só não se perderam com a chuva e com o vento porque estão agarrados à corda que está agarrada ao banco onde me sento.

Este banco já nem baloiça. Está hirto de frio e da falta de sol. Aqui o inverno nunca mais acaba. Há sempre nuvens escuras, que o vento, apesar de forte, não faz andar. Aqui ensinaram que “Every clound has a silver linning”, que é como quem diz, que toda a nuvem tem um delinear prateado, porque o sol está por detrás… Mas cadê o sol? Ele há-de vir, dizem-me, é só acabar isso…

Passando a frente o aparte poético, há umas quantas coisas que me assustam. Deixem-me, antes de mais, esclarecer uma coisa que tenho dito às pessoas como errada: o meu mestrado não é mau, fazê-lo nas minhas condições é que é. Não falo nas condições de habitações, essas são condições excepcionais, é como voltar para casa dos pais, sem aquela coisa chatíssima de eles darem a sua opinião de 5 em 5 minutos e acerca de tudo a mais alguma coisa. Agora, vejamos o lado mau, para futura referencia.

Quando escolherem um curso, mestrado, ou até, quem saiba, isto também se aplica a um emprego certifiquem-se de uma das duas coisas: ou o curso/mestrado tem muita gente, ou tens outras formas de socializar fora dele. Como eu não tenho outras formas de socializar a não ser através dos meus colegas, uma vez que a casa onde moro é longe da cidade, ter dois colegas mudos e uma intermitente (só aparece às terças à tarde) não me deixa grandes opções. Pergunto-me qual será a fase a seguir à lamechas, mimalha e com muito amor para dar, pela qual ando a passar agora, mas desconfio que será algo muito deprimente, portanto quero mantê-la longe de mim.

Outra coisa importante a saber acerca do curso/mestrado é: o que vão pedir-vos para fazer… Ouvi um quantidade abominável de vezes em NTC dizerem que estavam no curso errado. O pior é que só se apercebem no segundo ano de curso, quando se deixa de fazer coisas fixes. Meus filhos, informem-se, perguntem, não se acanhem… Porque escolher mal é lixado. Nos mestrados em Portugal têm o infeliz hábito de terem teses/projectos pré-definidos (perdoem-me se não for assim em todo o lado), mas noutros países (sim, como Inglaterra) é a escolha do freguês, que é como quem diz aluno. Ora aqui podem acontecer duas coisas: uma é não saberes o que fazer, outra é teres escolhido um MsC, ou seja, mestrado cientifico em vez de um MbA, ou seja, um mestrado teórico (esta denominação acabou de ser inventada) e a terceira opção, que me esqueci no início mas lembrei-me agora, é saberem o que querem fazer, mas tal não se enquadrar no vosso mestrado tanto porque não corresponde há área, como não corresponde à “natureza” do mestrado (cientifico ou teórico). Para esclarecer quem não sabe, eu estou com o terceiro problema: sei o que quero fazer mas não se enquadra no meu mestrado muito bem…

Finalmente, quando escolherem as cadeiras opcionais, tentam saber alguma coisa sobre os professores que as dão, pois se eu soubesse o que sei hoje não estaria a arrancar cabelos todas as vezes que me falam em AS3, OOP e formulas matemáticas (e nem quero explicar o que isso é, não vá parar-me a digestão!).

Tenham também a certeza que querem tirar o curso/mestrado. Eu sinceramente queria era estar a tirar um curso de costura e a acartar tijolos num pais qualquer de terceiro mundo onde fosse preciso pôr umas casas de pé. E digo isto com toda a sinceridade e sem estar sobre o efeito de estupefacientes. É que eu tenho um desejo (entre outros menos importantes) de fazer voluntariado para os lados do hemisfério sul. Coisas que não exijam puxar pela cabeça, que anda esgotada, quero é puxar pelo corpo… Como o campo não dá para mim, e eu sempre gostei de montar moveis, legos e aparelhómetros, a ideia de empilhar tijolos agrada-me bastante. O curso de costura é daquelas coisas que “eu sempre quis fazer”…

Fazendo contas a minha vida, estou despacha da vida académico com 22 anos… E a partir daí torno-me escrava do trabalho e do dinheiro, deixo de ter férias de três em três meses e acabam-se as saídas à semana. É um cenário extremamente deprimente para alguém tão novo. Sinto que a minha vida vai acabar no próximo Setembro, pelo menos como eu a conheço…

(vou deixar o caixão aberto, a ver se isto areja e se me lembro de cá passar mais vezes… despejar lamentos deixa-me mais leve)

Inté,

Inês

13
Jan
2010

Promessas…

Eu sei. Eu prometi que iria actulizar isto mais vezes.

8
Dec
2009

A figura que todos já fizemos

Ora bem o meu professor de PRAETOR é um rapaz novo e bem parecido, 36 anos, jeitoso e com optimo sentido de humor, que não é muito apreciado por todos, uma vez que ja recebeu várias queixas de uso de linguagem imprópria para as aulas. Não me parece que este ano vá ter esse problema com a minha turma, pois toda a gente lhe acha piada, incluindo eu, até porque tenho a certeza que as coisas que ele poderá dizer de mais graves serão um calão que eu não percebo. E sinceramente, fazer queixa dele por dizer umas asneirolas é “prendê-lo por ter cão”, uma vez que aos professores extremamente correctos e, consequentemente, aborrecidos os prendem por não o ter.

Um dos exercícios que tivemos de fazer esta semana foi análise de discurso. Tendo em conta que somos todos da área da multimédia e portanto deveriamos ter algum conhecimento que nos permita dar-nos minimamente bem com máquinas maravilhosas que fazem tudo – os computadores – ele resolveu presentear-nos com um video do senhor Eddie Izzard, onde este retrata a nossa figura de parvos, quando nos esquecemos que o computador, afinal, é das coisas mais estupidas que existe.

Enjoy.



Inté,

Inês

4
Dec
2009

Agenda 2009/10

Indeed.


Inté

Inês