De certo que projectos serão coisas que me perseguirão o resto da vida, mas se assim não fosse, não devia ter ido para NTC. Eu até gosto de projectos e gosto principalmente de os fazer em grupo, agora, convenhamos, depende da equipa… Na maior parte dos casos, por muito que haja um ou outro que seja mais “difícil” de lidar, arranja-se sempre maneira de se lhe dar a volta e não chega realmente a ser um problema. Acontece que eu conheço alguém que sozinho, consegue ser um problema. E infelizmente está no meu grupo de trabalho.
Ora eu não vou referir nomes, que desconfio que o rapaz andou a investigar sobre a minha “vida” (ou as minhas origens pelo menos) e é capaz de ter vindo cá parar, mas espero que se dê ao trabalho de usar o Google Translator para perceber alguma coisa do que aqui digo. Também se usar olha, só confirma o que eu já faço transparecer, já que eu nunca fui boa a disfarçar o meus gostos. Eu sei que isto pode soar bastante convencido e egocêntrico, mas acreditem, ele é um gajo estranho e no primeiro mês de aulas insinuou-se de formas assustadoras.
Bem a primeira das estranhezas é o fato de ele ser praticamente mudo. É difícil ouvi-lo falar e para saber uma opinião é preciso perguntar-lhe directamente. A segunda é ele não olhar para as pessoas direito, é sempre de lado ou de cima. Está bem que ele é alto, mas mesmo assim dá um bocado de arrepios. Em terceiro, ele não é nem estúpido, nem isento. Não fala, mas o cérebro dele está sempre a fervilhar, não nos dá, nem pede, opiniões, mas à frente do professor sabe muito… Também mostra muito. Mostra coisas que eram suposto serem aprovadas pelo grupo primeiro, mas ele acha que se pode saltar esse passo… Enfim, se ele voltasse para a terrinha dele e não pudesse mais voltar eu era uma pessoa bem mais feliz.
Mudo a parte, o resto do grupo é bastante divertido. A Clare é uma designer que já trabalha à 8 anos e agora resolveu tirar um mestrado. O Eduard é ainda mais velho, é espanhol e tem um sotaque engraçadíssimo. São os dois muito divertidos e produtivos. Também gostam de partilhar trabalho, coisas que o mudo ainda não aprendeu a fazer.
“We love stuff” é o nome e o conceito do nosso projecto. O propósito é mesmo adorar coisas, todo o tipo de coisas, das mais banais, às mais esquisitas. Para o projecto teríamos de fazer um vídeo promocional, para angariar seguidores, e um website de promoção do vídeo, mas, na verdade, nós torcemos um bocadinho a lógica. Em vez de ser o website a promover o vídeo, o vídeo promove o website, e este ultimo é uma plataforma onde as pessoas criam perfis e listam coisas que gostam. Nada é criticado, nada é vaiado, tudo é fixe, tudo que seja “coisa” pode ser adorado.
Em relação ao website, andamos com um pequeno desentendimento com o mudo, que acha que é a única pessoa capaz de o fazer e marrou que tinha de usar cor de rosa choque, pois é o ultimo grito do webdesign… Por favor senhores de design, digam-me onde é que ele foi buscar isto!
Em relação ao vídeo, hoje estivemos a fazer as gravações e foi bastante divertido. Primeiro começou por correr tudo mal. Estávamos na Universidade às 9, mas o sitio onde podemos requisitar as coisas esteve fechado ate as 11. A Art Shop esteve fechada até à 1.30, portanto foi preciso ir comprar marcadores aos quintos. Quando finalmente temos a câmara, não havia cassete, nem a Art Shop estava aberta, ou seja, eu acabei por ter de ir a loja da Sony e em vez de uma, tive de comprar 5 cassetes e uma “limpadora de cabeças”… Bem, quando pensávamos que íamos filmar, um senhor passou por nós e disse-nos que não podíamos filmar naquele sitio, por era uma saída de emergência. Pensamos que estávamos perdidos e não era hoje que filmávamos. Mas o senhor deve ter lido o nosso desespero. Ele pergunta-nos o que queríamos fazer e convida-nos a subir com ele. Leva-nos para um estúdio de fotografia, maravilhoso para as filmagens e sem barulho de fundo! Maravilhoso, só faltava arranjar as pessoas.
O nosso casting foi… engraçado. E completamente aleatório também. Basicamente consistiu em pedir a quem quer que fosse que estivesse na cafetaria para ir ao estúdio dizer “I love (alguma coisa)” a segurar um cartão com um coração desenhado, o “I” por cima e o objecto por baixo. Andar para cima e para baixo foi cansativo, ouvir uns nãos foi um bocadinho frustrante, mas a verdade é que conseguimos que 33 pessoas, completamente aleatórias e que não nos conheciam de lado nenhum, fossem ao estúdio fazer o que lhes pedimos. Isto tudo em 2 horas e meia talvez… Foi incrivelmente mais fácil convencer rapazes a irem lá cima, que meninas. As meninas nunca estão bonitas ou em condições para aparecer no vídeo… Mesmo assim o balanço final é positivo. Há de tudo e temos montes por onde brincar, e montar e trocar, pode ficar um vídeo giro, apesar de que, nenhum de nós se sente muito confiante nesta área, mas vamos ver como corre.
Foi um dia muito comprido… À uma da tarde já me pareciam 4, às 3 já me pareciam 6. Estou estouradinha. E com uma fome danada.
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Inté
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Inês
Interesting, did you plan to continue this article?
Doggy
Depois quero ver esse vídeo… e mais histórias sobre o mudo lol.
Tenho a dizer que o mudo percebe. Eu adoro rosa choque. E achei fenomenal que conseguissem fazer tanta coisa em tão pouco tempo, isso é que é produtividade.
Não fales do que não sabes trenga! O rosa choque é muito usado na nossa área não há duvida, mas tem de ser bem usado, e eu posso-te garantir que ele fez dos layouts mais feios que eu já vi! E não sabe distinguri rosa choque, de fushia, o que é grave!