Não vou entrar pela usual conversa de que defeitos toda a gente bla bla bla. Não é esse o propósito deste post, nem estou para discutir isto. Quero falar particularmente de um defeito meu, um defeito grave e chato, um defeito que alguém tem de me ajudar a contrariar.
É sempre assim quando faço alguma coisa que gosto. Começo, durante uns tempos é um máximo, depois começo a desleixar, a perder paciência e acabo por inventar desculpas para não o fazer mais. É assim que este blog está parado. Não é por falta de assunto, porque todos os dias há uma ou outra coisa que por pouco interessante que seja, pode dar aso a umas frases engraçadas. Não é por falta de tempo, porque um post tanto demora meia hora como cinco minutos a escrever. Não é por falta de imaginação, afinal eu tenho dificuldades em desligar o cérebro, aliás, o Twitter será o meu melhor amigo, quando eu resolver criar um e quando tiver um Iphone… É portanto estupidez pura. Pura preguiça de parar uns minutos, pensar no que se passou durante o dia e escrever sobe as coisas mais engraçadas. Nem que não seja todos os dias, mas pelo menos todas as semanas. E eu tenho sempre a carteira cheia de coisas, há sempre uma agenda ou um caderno onde apontar coisas. Há sempre o telemóvel onde escrever. Não tenho desculpas. É puro defeito. É um defeito que eu não gosto nada, porque já me fez desistir de muita coisa que tinha valido a pena continuar.
Agora vou deixar-me de lamentações, vou antes passar às coisas que deveria andar a escrever há alguns dias. Não me vou lembrar de tudo, claramente, mas pelo menos pequenas alusões a minha memória ainda é capaz de conseguir.
Começando de trás para a frente… Hoje voltei ao ginásio, depois de uma semana sem lá aparecer. Mais uma vez foi por perguiça. Sim, o tempo não ajudou nada, esteve sempre muito escuro, sempre a chover torrencialmente, o frio chegou e eu só queria estar em casa embrulhada numa mantinha. O facto de eu me ter levantado praticamente todos os dias as 6.45 da manhã também não foi mimo nenhum. Não tenho vida para isto. Quando for grande quero uma casa a dez minutos do meu local de trabalho e que este só comece a partir das 10. Serei muito mais feliz assim. Mas ter voltado lá é bom. Esta semana não posso falhar.
O ginásio, embora não pareça, pode ter vários pontos de interesse. O mais normal será observar pessoas estranhas, mas nisso o Eldon – o edifício onde tenho aulas – bate o ginásio aos pontos. Então a MTV torna-se o ponto mais forte do ginásio. Aqui eu não vejo televisão. Tenho televisão no quarto, pela primeira vez nada vida, mas talvez por isso não tenho a mínima vontade de a ligar. Também deixei de ver o X-factor, que é uma falha que espero colmatar daqui a uns dias.
Voltando à MTV, aquela que costuma passar nos queridos ecrãs e altifalantes do ginásio é a MTV Dance. É pura tortura ouvir aquilo. Não percebo bem o gosto pelo eletronico que faz as musicas soarem todas iguais, tipo coisas de Robot ou ETs, mas parece que é o novo Pop. Não há musica nova que saia que não soe assim. Em praticamente todas há aquele tom terrivel de sintetizador, sempre com a mesma batida, sempre com a mesma frequencia, sempre a mesma ladainha. Até a Shakira me deixou mal.
Os video-clips podem ter dois efeitos: ou uma pessoa se parte de rir, ou desata a chorar, mas a razão é sempre a mesma, serem tão mauzinhos em alguns casos. Carros, gajas e danças. E carros, e gajas e danças. Há coisas como uma gaja no meio do deserto vestida de coisas colantes prateadas a condizer com o seu carro mega futurista, enquanto espera que um índio mesmo índio, em tronco nu, com penas e pinturas na cara, a venha buscar de cavalo e ela muda para um vestido de noite. Coisas que nunca heide perceber. O novo single da Britney Spears não dá para comentar, é igual aos outros, tal com o video-clip, com ela com varias cores de cabelo e praticamente nua. O novo da Madona eu gostei da forma como a senhora esta vestida, porque, apesar de a saia poder ser um bocadinho mais comprida, o padrão dá o ar de mulher mais velha. Gosto também da forma como o vídeo esta feito, mas depois ela estraga tudo quando resolve dar uns beijinhos num rapaz que tem idade para ser filho dela – argh! O da Cherley Cole tem o ecrã demasiado partido e não deixa ver a parte mais gira, que é a coreografia, aconselho vivamente a verem a performance dela no X-factor – mas não dêem muita importante à musica, porque é mázinha. O Ready for the Weekend, do Calvin Harris vá, é um que eu gosto bastante da forma como está feito. Também tinha de gostar de alguma coisa.
Ponto interessante acerca destes video-clips todos que eu tenho andado a ver – a Beyonce lançou a moda dos bodies. Agora eles aparecem em tudo que é video clip. Sempre que há gajas e dança, há gajas vestidas de bodies. Acho que os meninos lhe agradecem muito. Outra coisa sobre a Beyonce – que graça a deus, é a única que ainda não digitalizou a musica dela, não parecendo um robot a cantar – é o seu video com a Lady Gaga. Eu vi o video hoje e tive dificuldade em perceber a logica. A única que eu consigo encontrar é a elas terem trocado de personalidade. Sim porque o video começa com uma imagética completamente Lady Gaga, a Beyonce muito pintada e com umas fatiotas que se seria de esperar serem usadas pela senhora que se diz hemofrodita. Uma pessoa fica na expectativa de que todo o video será num estilo proprio da extravagante Lady Gaga e de repente aparece uma mocita muito deslavada, muito branca, vestida de branco, num fundo branco, com a pintura mais desconsolada deste mundo… E eu pensei que haveria uma terceira cantora no video. Mas não, afinal a mocita desconsulada é a versão light da Gagazinha. Mas e a franja, os oculos quadrados, a pintura caracteristicas e os ombros rectangulares? Ficou tudo para a Beyonce? Ainda por cima vestida de branco em fundo branco ao lado da Beyonce? Será que os senhores profissionais nao repararam que isso dá logo um desiquilibrio na imagem? Sobre a música não me perguntem, que eu estava a ouvir Clã. Enfim há mais umas coisas tristes na MTV, mas vou guardar para outro dia.
Tenho uma optima noticia acerca dos serviços académicos da UA – afinal ainda há gente que se preocupa com os alunos e faz alguma coisa por eles. Ora graças a um simpatico senhor que trabalha no GRI, a semana passada recebi a modica bolsa de erasmus, na totalidade, à qual, teoricamente, já não devia receber porque já não havia dinheiro para dar quando eu finalmente estabeleci o acordo de erasmus com Portsmouth. Vem tarde, mas sempre a tempo!
Este bónus permitiu finalmente que comprasse a minha querida maquina nova, uma Nikon D5000, a qual aconselho vivamente. Já andei a fazer umas experiências curtinhas, mas o tempo não tem estado para isso e eu tenho mil e uma coisas para fazer, portanto conta dedicar-me mais a ela quando for para Portugal.
Outra novidade é o meu recente voluntariado. Estou a trabalhar como voluntaria na Learning Links, uma organização de caridade com vários projectos, e vou ajuda-los a remodelar o site de um projecto chamado Treadgolds, que visa transformar uma antiga fábrica de ferragens num Museu e Centro de actividades artisticas.
Enfim, agora em casinha, a tentar aquecer, porque fui ao ginasio, apanhei o comboio, onde comecei a escrever este post, tomei o banho mais desconsolado do mundo, porque ja não havia agua quente e vesti o pijaminha. Agora vou é embrulhar-me numa mantinha a ver se não congelo.
Vou acabar o post por aqui, porque já vai demasiado longo. Vamos ver se consigo aplicar-me rigidamente a contrariar esta minha mania de deixar de fazer coisas… E se paro de comer chocolate!
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Inté
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Inês
Não pares de comer chocolate, é bom
Quanto ao resto, é normal, não te preocupes…há mais pessoas assim.