Hoje comecei o dia muito mais cedo do que o que me mandvam horários. Comecei-o cedo por consciencia.
O trabalho está a acumular-se e não tem rendido nada. Além disso comecei finalmente o ginásio, portanto há que dar uso às maquinas. Para conseguir conjugar estes dois pontos de uma forma harmonioza, decidi, heroicamente, levantar-me as 7 da manhã e vir com a Manela para Portmouth. Acho que amanhã me vou arrepender disto, porque amanha acordo as 6.45 para vir para aulas. Mas hoje estou feliz!
Entrei no ginásio às 8.25, já vinha com fato de treino vestido de casa, coisas no cacifo e quis começar por enfrentar a passadeira, o meu pior inimigo. Eu odeio passadeira. Como pedir um programa especializado paga-se, mais vale experimentar os botões e usar os programas das maquinas. Escolhi o programa de cardio e a passadeira começou andar devagarinho. Pus a velocidade a 6.5 e achei que era melhor não abusar, porque o programa começou a contagem decrescente em 20 minutos e eu normalmnte só aguento 5. Pensei, sinceramente que não o ia fazer até ao fim, mas a única coisa que me fez abrandar o ritmo foi o querido do meu telemovel, que me estava a servir de Mp3 e passava a vida aos saltos da prateleira quando eu dava um esticão aos fones. Tenho de arranjar daquelas mangas de pendurar em algum lado, que calças de fato de treino não têm bolsos.
Feitos os 20 minutos as minhas queridas perna enferrujadas já se estavam a querer queixar, as lamechas. Era a vez da eliptica. Desta maquina eu já gosto um bocadinho. Acontece que montei o aparelhemetro armada em Xena, princesa guerreira – que para, quem não sabe, era a rainha de uma tribo amazonica só de mulheres, numa série que eu via quando era pequena em que as amazonas eram todas branquinhas – e tornei a escolher o programa cardio. No inicio aquilo tava tão molezinho que me estava a irritar. Eu esqueci-me foi de reparar nos pauzinhos que indicam os graus de dificuldade do programa, então, ao fim de dois minutos, a resistência da maquina aumenta para 35 e ai pernas! Aguentei 5 minutos e achei que estava a exagerar, afinal eu não faço exercicio (em condições) desde os 12 anos. Para a próxima começo pela eliptica, que aquilo dá uma dor no pernil danado.
Saí da heliptica e fui fazer alongamentos, coisa que, parvamente, andava com a mania de que não era preciso – conclusão, pareço uma velha marreca e seca, tipo estaca que não dobra. É horrivel, as dores também são horriveis e a elasticidade não é nenhuma. Eu diria mesmo que está grave o nivel de elasticidade das minhas pernas.
Apesar de tudo, no fim dos alongamentos, não estava satisfeita. Então resolvi fazer mais dez minutos de bicicleta, a puxar a resistência para cima, que já que não ando nas normais, ao menos que ande em condições nas imitações. Amanhã não me vou conseguir mexer…
Esgotei o meu tempo de ginásio, banhinho, vestir, pentear – tudo muito demorado, tenho de ser mais rápida. Saí do ginásio tão satisfeita e quente que nem os 8 graus que estão lá fora me chatearam. Fazer exercicio deixa-me bem disposta.
Agora tenho de tirar da minha frente tudo o que não seja trabalho, que com a brincadeira de escrever isto, já perdi mais de meia hora.
Só para não deixar isto em branco, a caminho da biblioteca encontrei um carro com o seguinte auto-colante:
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Acham que se eu andar com isto no carro, os meus pais me deixam conduzir?
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Inté
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Inês

Brilhante post
Sinceramente. Simples, casual, banal, quotidiano, essas coisas curriqueiras todas, mas é precisamente isto que se quer quando lemos blogs-diário, penso eu. É bom ler uma experiência próxima à nossa, que poderia ser a nossa. Posts filosóficos ou como os do “Complexo de inferioridade” se calhar até podem ser considerados posts de melhor qualidade, mas este tem muito mais vida! Ao ler este post senti-me muito mais perto de ti… E a foto, foi o toque de génio, mesmo que ache que essa placa não ia resultar para o que pretendes =)