arquivo de Dec, 2009

A figura que todos já fizemos

8
Dec
2009

Ora bem o meu professor de PRAETOR é um rapaz novo e bem parecido, 36 anos, jeitoso e com optimo sentido de humor, que não é muito apreciado por todos, uma vez que ja recebeu várias queixas de uso de linguagem imprópria para as aulas. Não me parece que este ano vá ter esse problema com a minha turma, pois toda a gente lhe acha piada, incluindo eu, até porque tenho a certeza que as coisas que ele poderá dizer de mais graves serão um calão que eu não percebo. E sinceramente, fazer queixa dele por dizer umas asneirolas é “prendê-lo por ter cão”, uma vez que aos professores extremamente correctos e, consequentemente, aborrecidos os prendem por não o ter.

Um dos exercícios que tivemos de fazer esta semana foi análise de discurso. Tendo em conta que somos todos da área da multimédia e portanto deveriamos ter algum conhecimento que nos permita dar-nos minimamente bem com máquinas maravilhosas que fazem tudo – os computadores – ele resolveu presentear-nos com um video do senhor Eddie Izzard, onde este retrata a nossa figura de parvos, quando nos esquecemos que o computador, afinal, é das coisas mais estupidas que existe.

Enjoy.



Inté,

Inês

Agenda 2009/10

4
Dec
2009

Indeed.


Inté

Inês

“We love stuff” – o project

2
Dec
2009

De certo que projectos serão coisas que me perseguirão o resto da vida, mas se assim não fosse, não devia ter ido para NTC. Eu até gosto de projectos e gosto principalmente de os fazer em grupo, agora, convenhamos, depende da equipa… Na maior parte dos casos, por muito que haja um ou outro que seja mais “difícil” de lidar, arranja-se sempre maneira de se lhe dar a volta e não chega realmente a ser um problema. Acontece que eu conheço alguém que sozinho, consegue ser um problema. E infelizmente está no meu grupo de trabalho.

Ora eu não vou referir nomes, que desconfio que o rapaz andou a investigar sobre a minha “vida” (ou as minhas origens pelo menos) e é capaz de ter vindo cá parar, mas espero que se dê ao trabalho de usar o Google Translator para perceber alguma coisa do que aqui digo. Também se usar olha, só confirma o que eu já faço transparecer, já que eu nunca fui boa a disfarçar o meus gostos. Eu sei que isto pode soar bastante convencido e egocêntrico, mas acreditem, ele é um gajo estranho e no primeiro mês de aulas insinuou-se de formas assustadoras.

Bem a primeira das estranhezas é o fato de ele ser praticamente mudo. É difícil ouvi-lo falar e para saber uma opinião é preciso perguntar-lhe directamente. A segunda é ele não olhar para as pessoas direito, é sempre de lado ou de cima. Está bem que ele é alto, mas mesmo assim dá um bocado de arrepios. Em terceiro, ele não é nem estúpido, nem isento. Não fala, mas o cérebro dele está sempre a fervilhar, não nos dá, nem pede, opiniões, mas à frente do professor sabe muito… Também mostra muito. Mostra coisas que eram suposto serem aprovadas pelo grupo primeiro, mas ele acha que se pode saltar esse passo… Enfim, se ele voltasse para a terrinha dele e não pudesse mais voltar eu era uma pessoa bem mais feliz.

Mudo a parte, o resto do grupo é bastante divertido. A Clare é uma designer que já trabalha à 8 anos e agora resolveu tirar um mestrado. O Eduard é ainda mais velho, é espanhol e tem um sotaque engraçadíssimo. São os dois muito divertidos e produtivos. Também gostam de partilhar trabalho, coisas que o mudo ainda não aprendeu a fazer.

“We love stuff” é o nome e o conceito do nosso projecto. O propósito é mesmo adorar coisas, todo o tipo de coisas, das mais banais, às mais esquisitas. Para o projecto teríamos de fazer um vídeo promocional, para angariar seguidores, e um website de promoção do vídeo, mas, na verdade, nós torcemos um bocadinho a lógica. Em vez de ser o website a promover o vídeo, o vídeo promove o website, e este ultimo é uma plataforma onde as pessoas criam perfis e listam coisas que gostam. Nada é criticado, nada é vaiado, tudo é fixe, tudo que seja “coisa” pode ser adorado.

Em relação ao website, andamos com um pequeno desentendimento com o mudo, que acha que é a única pessoa capaz de o fazer e marrou que tinha de usar cor de rosa choque, pois é o ultimo grito do webdesign… Por favor senhores de design, digam-me onde é que ele foi buscar isto!

Em relação ao vídeo, hoje estivemos a fazer as gravações e foi bastante divertido. Primeiro começou por correr tudo mal. Estávamos na Universidade às 9, mas o sitio onde podemos requisitar as coisas esteve fechado ate as 11. A Art Shop esteve fechada até à 1.30, portanto foi preciso ir comprar marcadores aos quintos. Quando finalmente temos a câmara, não havia cassete, nem a Art Shop estava aberta, ou seja, eu acabei por ter de ir a loja da Sony e em vez de uma, tive de comprar 5 cassetes e uma “limpadora de cabeças”… Bem, quando pensávamos que íamos filmar, um senhor passou por nós e disse-nos que não podíamos filmar naquele sitio, por era uma saída de emergência. Pensamos que estávamos perdidos e não era hoje que filmávamos. Mas o senhor deve ter lido o nosso desespero. Ele pergunta-nos o que queríamos fazer e convida-nos a subir com ele. Leva-nos para um estúdio de fotografia, maravilhoso para as filmagens e sem barulho de fundo! Maravilhoso, só faltava arranjar as pessoas.

O nosso casting foi… engraçado. E completamente aleatório também. Basicamente consistiu em pedir a quem quer que fosse que estivesse na cafetaria para ir ao estúdio dizer “I love (alguma coisa)” a segurar um cartão com um coração desenhado, o “I” por cima e o objecto por baixo. Andar para cima e para baixo foi cansativo, ouvir uns nãos foi um bocadinho frustrante, mas a verdade é que conseguimos que 33 pessoas, completamente aleatórias e que não nos conheciam de lado nenhum, fossem ao estúdio fazer o que lhes pedimos. Isto tudo em 2 horas e meia talvez… Foi incrivelmente mais fácil convencer rapazes a irem lá cima, que meninas. As meninas nunca estão bonitas ou em condições para aparecer no vídeo… Mesmo assim o balanço final é positivo. Há de tudo e temos montes por onde brincar, e montar e trocar, pode ficar um vídeo giro, apesar de que, nenhum de nós se sente muito confiante nesta área, mas vamos ver como corre.

Foi um dia muito comprido… À uma da tarde já me pareciam 4, às 3 já me pareciam 6. Estou estouradinha. E com uma fome danada.

Inté

Inês

Grande defeito.

1
Dec
2009

Não vou entrar pela usual conversa de que defeitos toda a gente bla bla bla. Não é esse o propósito deste post, nem estou para discutir isto. Quero falar particularmente de um defeito meu, um defeito grave e chato, um defeito que alguém tem de me ajudar a contrariar.

É sempre assim quando faço alguma coisa que gosto. Começo, durante uns tempos é um máximo, depois começo a desleixar, a perder paciência e acabo por inventar desculpas para não o fazer mais. É assim que este blog está parado. Não é por falta de assunto, porque todos os dias há uma ou outra coisa que por pouco interessante que seja, pode dar aso a umas frases engraçadas. Não é por falta de tempo, porque um post tanto demora meia hora como cinco minutos a escrever. Não é por falta de imaginação, afinal eu tenho dificuldades em desligar o cérebro, aliás, o Twitter será o meu melhor amigo, quando eu resolver criar um e quando tiver um Iphone… É portanto estupidez pura. Pura preguiça de parar uns minutos, pensar no que se passou durante o dia e escrever sobe as coisas mais engraçadas. Nem que não seja todos os dias, mas pelo menos todas as semanas. E eu tenho sempre a carteira cheia de coisas, há sempre uma agenda ou um caderno onde apontar coisas. Há sempre o telemóvel onde escrever. Não tenho desculpas. É puro defeito. É um defeito que eu não gosto nada, porque já me fez desistir de muita coisa que tinha valido a pena continuar.

Agora vou deixar-me de lamentações, vou antes passar às coisas que deveria andar a escrever há alguns dias. Não me vou lembrar de tudo, claramente, mas pelo menos pequenas alusões a minha memória ainda é capaz de conseguir.

Começando de trás para a frente… Hoje voltei ao ginásio, depois de uma semana sem lá aparecer. Mais uma vez foi por perguiça. Sim, o tempo não ajudou nada, esteve sempre muito escuro, sempre a chover torrencialmente, o frio chegou e eu só queria estar em casa embrulhada numa mantinha. O facto de eu me ter levantado praticamente todos os dias as 6.45 da manhã também não foi mimo nenhum. Não tenho vida para isto. Quando for grande quero uma casa a dez minutos do meu local de trabalho e que este só comece a partir das 10. Serei muito mais feliz assim. Mas ter voltado lá é bom. Esta semana não posso falhar.

O ginásio, embora não pareça, pode ter vários pontos de interesse. O mais normal será observar pessoas estranhas, mas nisso o Eldon – o edifício onde tenho aulas – bate o ginásio aos pontos. Então a MTV torna-se o ponto mais forte do ginásio. Aqui eu não vejo televisão. Tenho televisão no quarto, pela primeira vez nada vida, mas talvez por isso não tenho a mínima vontade de a ligar. Também deixei de ver o X-factor, que é uma falha que espero colmatar daqui a uns dias.

Voltando à MTV, aquela que costuma passar nos queridos ecrãs e altifalantes do ginásio é a MTV Dance. É pura tortura ouvir aquilo. Não percebo bem o gosto pelo eletronico que faz as musicas soarem todas iguais, tipo coisas de Robot ou ETs, mas parece que é o novo Pop. Não há musica nova que saia que não soe assim. Em praticamente todas há aquele tom terrivel de sintetizador, sempre com a mesma batida, sempre com a mesma frequencia, sempre a mesma ladainha. Até a Shakira me deixou mal.

Os video-clips podem ter dois efeitos: ou uma pessoa se parte de rir, ou desata a chorar, mas a razão é sempre a mesma, serem tão mauzinhos em alguns casos. Carros, gajas e danças. E carros, e gajas e danças. Há coisas como uma gaja no meio do deserto vestida de coisas colantes prateadas a condizer com o seu carro mega futurista, enquanto espera que um índio mesmo índio, em tronco nu, com penas e pinturas na cara, a venha buscar de cavalo e ela muda para um vestido de noite. Coisas que nunca heide perceber. O novo single da Britney Spears não dá para comentar, é igual aos outros, tal com o video-clip, com ela com varias cores de cabelo e praticamente nua. O novo da Madona eu gostei da forma como a senhora esta vestida, porque, apesar de a saia poder ser um bocadinho mais comprida, o padrão dá o ar de mulher mais velha. Gosto também da forma como o vídeo esta feito, mas depois ela estraga tudo quando resolve dar uns beijinhos num rapaz que tem idade para ser filho dela – argh! O da Cherley Cole tem o ecrã demasiado partido e não deixa ver a parte mais gira, que é a coreografia, aconselho vivamente a verem a performance dela no X-factor – mas não dêem muita importante à musica, porque é mázinha. O Ready for the Weekend, do Calvin Harris vá, é um que eu gosto bastante da forma como está feito. Também tinha de gostar de alguma coisa.

Ponto interessante acerca destes video-clips todos que eu tenho andado a ver – a Beyonce lançou a moda dos bodies. Agora eles aparecem em tudo que é video clip. Sempre que há gajas e dança, há gajas vestidas de bodies. Acho que os meninos lhe agradecem muito. Outra coisa sobre a Beyonce – que graça a deus, é a única que ainda não digitalizou a musica dela, não parecendo um robot a cantar – é o seu video com a Lady Gaga. Eu vi o video hoje e tive dificuldade em perceber a logica. A única que eu consigo encontrar é a elas terem trocado de personalidade. Sim porque o video começa com uma imagética completamente Lady Gaga, a Beyonce muito pintada e com umas fatiotas que se seria de esperar serem usadas pela senhora que se diz hemofrodita. Uma pessoa fica na expectativa de que todo o video será num estilo proprio da extravagante Lady Gaga e de repente aparece uma mocita muito deslavada, muito branca, vestida de branco, num fundo branco, com a pintura mais desconsolada deste mundo… E eu pensei que haveria uma terceira cantora no video. Mas não, afinal a mocita desconsulada é a versão light da Gagazinha. Mas e a franja, os oculos quadrados, a pintura caracteristicas e os ombros rectangulares? Ficou tudo para a Beyonce? Ainda por cima vestida de branco em fundo branco ao lado da Beyonce? Será que os senhores profissionais nao repararam que isso dá logo um desiquilibrio na imagem? Sobre a música não me perguntem, que eu estava a ouvir Clã. Enfim há mais umas coisas tristes na MTV, mas vou guardar para outro dia.

Tenho uma optima noticia acerca dos serviços académicos da UA – afinal ainda há gente que se preocupa com os alunos e faz alguma coisa por eles. Ora graças a um simpatico senhor que trabalha no GRI, a semana passada recebi a modica bolsa de erasmus, na totalidade, à qual, teoricamente, já não devia receber porque já não havia dinheiro para dar quando eu finalmente estabeleci o acordo de erasmus com Portsmouth. Vem tarde, mas sempre a tempo!

Este bónus permitiu finalmente que comprasse a minha querida maquina nova, uma Nikon D5000, a qual aconselho vivamente. Já andei a fazer umas experiências curtinhas, mas o tempo não tem estado para isso e eu tenho mil e uma coisas para fazer, portanto conta dedicar-me mais a ela quando for para Portugal.

Outra novidade é o meu recente voluntariado. Estou a trabalhar como voluntaria na Learning Links, uma organização de caridade com vários projectos, e vou ajuda-los a remodelar o site de um projecto chamado Treadgolds, que visa transformar uma antiga fábrica de ferragens num Museu e Centro de actividades artisticas.

Enfim, agora em casinha, a tentar aquecer, porque fui ao ginasio, apanhei o comboio, onde comecei a escrever este post, tomei o banho mais desconsolado do mundo, porque ja não havia agua quente e vesti o pijaminha. Agora vou é embrulhar-me numa mantinha a ver se não congelo.

Vou acabar o post por aqui, porque já vai demasiado longo. Vamos ver se consigo aplicar-me rigidamente a contrariar esta minha mania de deixar de fazer coisas… E se paro de comer chocolate!

Inté

Inês