arquivo de Oct, 2009

Complexo de inferioridade

30
Oct
2009

Não há coisa que mais me irrite que gajos armados em animais. Aliás enoja-me. Se calhar é limitação minha, mas não consigo atingir o raciocino tremendamente limitado das bestas que se juntam em grupos para ir dar uns socos e uns pontapés mal dados. É que nem os animais batem por prazer.

Os animais são violentos quando têm medo, mas estas bestas têm medo de quê? Têm medo que os outros sejam felizes e vivam a vida deles sem se chatear? Têm medo que ninguém repare neles se não se portarem como mentecaptos? Têm medo de ser pessoas, ou nunca o souberam ser? Nenhuma desta coisas me parece ser razão para se ter medo.

Aparentemente eles todos têm medo de alguma coisa, pois são todos os covardes de merda – e é pouco chamar-lhes só isto. É tão obvio que 30 pessoa conseguem espancar uma só, que eu não atinjo, qual é o gozo? Mas afinal eles sentem o quê? Realização pessoal por ter acertado no joelho, nas costas ou no queixo? Ganham pontos, tipo jogo? Se têm tanta testosterona para libertar, que andem a porrada uns com os outros…

Bater por bater não é classificável sequer,  foi a conclusão a que cheguei depois de ter apagado esta linha varias vezes. Se eles querem mostrar que não são inferiores, parem de se dobrar. Porque é isso que eles fazem! São dobrados e retorcidos pela quantidade de merda que têm na cabeça, ou pela falta de alguma coisa que seja, então depois tentam dobrar alguém para se sentirem melhores. Mas sozinhos nem pensar, é fazer tudo em grupo, tipo irmandade, é a partilha do monte de esterco, do complexo, da incapacidade de ver que nem tudo são muros.

Infelizmente não são só eles que têm culpa. Nós, pessoas ditas normais, que consideramos o bater por bater em grupos de macacos, uma anormalidade, também temos culpa. Temos culpa por não nos queremos chatear e deixarmos tudo passar-nos ao lado. A atitude “não é comigo portanto é como se não estive a ver” pode parecer a mais sensata, mas sinceramente, estas bestas só aprendem quando alguém lhes responder na mesma linguagem. Eles só vão respeitar quem lhes bater com mais força.

Hoje, mais que nos outros dias, estou revoltada contra estes montes de merda que se auto-inferiorizam, auto-marginalizam e auto-acobardam. Todos os anos acontece o mesmo. Todos os anos, pelo menos no inicio do ano lectivo, há uns quantos paz-de-alma que ficam com umas nódoas negra quando têm sorte, ou acabam no hospital todos partidos quando têm azar.  Este ano, para piorar o meu nojo e a minha revolta já são demasiadas pessoas mais próximas que foram envolvidas em coisas com as quais não tinham nada a ver. Para ajudar soube que no Bairro Social de Aveiro agora os gunas estão a pedir 10€ a quem lá mora para não lhes acontecer nada. Pagas uma cota ou levas! Mas o que é isto? Ninguém vê a gravidade disto? Não há ninguém com vontade de lhes mostrar os limites da alarvice?

A minha vontade é pegar num taco de basebol e partir cabeças. E eu não sou uma pessoa violenta ou impulsiva, sou até bastante ponderada. Não gosto de radicalismos, mas para grandes males, grandes remédios.

Deixem de ser normais por umas horas e deixem de fingir que não vêem. Quando esses animais de baixo calibre estiverem a fazer o seu numero de circo para escolherem, aleatoriamente, quem é o próximo paz-de-alma que eles vão chatear, juntem-se todos, façam-se muitos. Porque eu tenho a certeza que a rua está normalmente cheia de gente com vontade de lhes fazer alguma coisa. Não fiquem só pela vontade, é bonita (ou feia neste caso) mas não chega.

Não é bonito sentir essas coisas, mas sinceramente, vou ficar orgulhosa do dia em que alguém lhes encher a boca com os próprios dentes.

Inté

Inês

Aqui as lampadas raramente são de atarraxar… (pronto)

28
Oct
2009

E eu só descobri isso depois de ter desmontado o candeeiro e a lampada em si.

Inté

Inês

Afinal é tudo nosso

22
Oct
2009

Pois é meus amigos, hoje fiquei a saber uma coisa extremamente interessante: segundo a lei europeia, os direitos de autor de todos os trabalhos que fazemos na Universidades são nossos. Isto porque o pequeno contracto que assinamos com a Universidade aquando da nossa inscrição, por muito que tenha lá pelo meio que os direitos de autor ficam para a Universidade, não o tem de uma forma muito explicita, tem aquilo lá para o meio de uma data de outras coisas que não interessam a ninguém.

Segundo aquilo que me asseguraram hoje na Universidade de Portsmouth é obrigatório ter de forma extremamente explicita a “transferência” dos direitos de autor de qualquer coisa que seja. Assim, caso um aluno resolvesse processar a Universidade, ou vice-versa, este poderia alegar que não tinha conhecimento de tal facto e o mais provável seria este acabar por ficar com a razão. Como é difícil e fica muito caro provar que o aluno teria conhecimento da “transferencia” dos seus direitos de autor para a Universidade nos seus trabalhos académicos a Universidade de Portsmouth já retirou essa clausula do formulário de inscrição e dar-se-á antes ao trabalho de pedir a autorização individualmente a alunos que tenham excelentes trabalhos de os utilizar de alguma forma.

Portanto ponham-se espertos, quando tiverem alguma coisa em mãos mesmo mesmo mesmo muito boa, tirem uma nota do caraças com isso e depois mostrem a uma empresa, não se acanhem. Mas tenham a certeza que conhecem um advogado que perceba do assunto.

Mudando de assunto e falando de um coisa interessante, para que os que estão mais desanimados com NTC fiquem mais contentes e para os que já gostam gostem ainda mais. Hoje o senhor professor de MMAP, (Asset Multimedia production aka ICPM e todos os Laboratórios juntos, ou quase), estava mais uma vez a perguntar quem tinha experiência nisto e naquilo das tretas de planeamentos de projectos, storyboards, guiões, websites e tretas, ao que eu ia respondendo que sim. A certo ponto o senhor quase se indignou e disse: You have done everything! (traduzido para “Já fizeste de tudo!”- o que, na minha opinião, é um elogio. E não, eu não estive numa escola tecnicó-profissional no secundário, andei em Humanidades, que ainda existiam no meu tempo.

Assim sendo, mesmo que não gostem só que estão a comer, ficam ao menos a saber que vos dá mais potência, se fizerem o curso em condições e não se encostarem a uma carroça que vos puxe.

Aproveitem, não se queixem.

Inté,

Inês

P.S. —> a pedido da Mariana vou pôr mais que um post de cada vez visível, que há que manter os leitores fidelizados.

Acordar cedo já é mau…

20
Oct
2009

Então quando se vem para uma aula que não se vai ter é abominavél!

Há relações estranhas…

17
Oct
2009

Alguém veio para ao meu blog porque pesquisou “amorim análise swot”.

Podem dizer-me o que é que o meu apelido tem a ver com tal coisa tão má?

Inté

Inês