arquivo de Jun, 2009

Desejos

23
Jun
2009

Ai que bom estar de férias! É lindo! É maravilhoso! É revigorante! Neste estado o ócio fala mais alto e o que me apetece fazer é absolutamente nada, nem postar aqui, simplesmente córtir!

O regresso de Inglaterra até foi bastante atarefado: exposição de fotografia no Mercado Negro, passeio Amorim, reunião com a Câmara Municipal de São João da Madeira para pensar noutra exposição, que com sorte, sai lá para Janeiro, ir outra vez a Aveiro por causa da querida Faina, Alemanha e hoje São João… Sim eu estou a fazer questão de aproveitar bem o que posso estas férias, porque provavelmente são as últimas. A ideia de serem as últimas aterroriza-me! Muito!

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A exposição de fotografia parece estar a correr bem, pelo amigos tenho amigos fixes que dizem que gostam (risos), obrigada.

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O passeio Amorim é algo que talvez só amigos meus mais próximos conheçam, mas que vale a pena descrever. Há 18 anos atrás, uma senhora da minha família, casada com um primo do meu pai, teve a genial ideia de fazer um passeio de família. Mas este passeio de família não implicaria apenas o agregado familiar e um almoço de domingo, era muito mais que isso. A ideia era juntar toda a família Amorim, dos mais velhos aos mais novos, alugar um autocarro e sair um fim de semana, de sábado para domingo. Assim se fez, e ainda bem.

Estes passeio começa no Sábado de manhã bem cedo, com muita histeria e excitação típica da família de comedores e bons vivãs que são os senhores da família. Às 7 da manha o pequeno almoço é a feijoada que a Lurdes faz para o almoço, para provar, à que ver se está em condições, num tacho que eu própria não conseguiria abraçar. Passar fome nesta família é que nem pensar. As senhoras mantêm-se mais selectas, a tratar de filhos e malas e uma ou outra coisa que seja precisa.

Neste dia a rua do Ginho não tem sossego. Se por natureza os portugueses falam alto, os Amorins fazem questão de intensificar essa característica, brincando, gritando, e mandando bocas uns aos outros , mas de um lado para o outro da rua. Gargalhadas sonoras também não faltam assim como acusações de quem consegue ser o mais ou menos atrasado.

Passada a azafama de meter malas no autocarro, tacho da feijoada, bolas de carne, bolinhos de sobremesa, alguns carrinhos de bebés e, está claro, uma boa pinga, partimos num destino incerto, do qual, normalmente, só tem conhecimento o organizador. Este organizador é alguém da família, mais ou menos voluntariado, que trata da seca toda de escolher o sitio, marcar hotel, autocarro e se houver oportunidade atracções turísticas.

É bonito de ver que o autocarro está cada vez mais cheio. Lembro-me que em miúda não teria qualquer problema em ocupar dois lugares, assim como a maior parte das pessoas. Desta vez quase não sobravam lugares, e eu estou a falar daqueles autocarros que levam à volta de 50 pessoas. Houve alguém que lembrou que já 5 pessoas partiram desde que estes passeios começaram, mas também já aderiram a este evento mais uns quantos, e já nasceram outros tantos.

Como não se pode ficar muito tempo sem comer nem beber, as bolas de carne de que falei a pouco são para o lanchinho a meio da manhã, ou para o segundo pequeno almoço, como lhe quiserem chamar. Já não me lembro como fazíamos quando era miúda, tenho uma vaga ideia de pararmos em áreas e/ou estações de serviço, para comermos as dita bolas. Agora, já há bastantes anos, tradicionalmente vamos até às Caves Primavera, que nos abrem as portas e deixam uma sala enorme ao nosso dispor, assim como espumante do melhor que há. Outras vez risos, conversas, lembranças de outros passeios, partidas, chatear este ou aquele, ou vários, asneirolas, trenguices, fim da bola, que o espumante, tendo em conta que estamos na Caves que o fabrica, é difícil de acabar…

O rumo do almoço costumava também ser incerto e em função do nosso destino final. Mas levar pratos, talheres, copos, feijoada, guardanapos, panados para os batoteiros, mais crianças e adultos que se portam como tal tornava a coisa pouco cómoda. Ora estabeleceu-se amizade com Osvaldo não-sei-o-último-nome, dono de umas caves da quais também se me varreu a nomenclatura, fabricante de grandes vinhos, espumantes e aguardentes que ganham uma data de prémios. Este senhor não só nos oferece a sala para comermos a bem dita feijoada em sossego, como tem pratos, talheres e copos à disposição, vinho, fruta e uma senhora para lavar tudo no fim. Além disso ainda faz uns sorteios engraçados, em que se oferece uma ou duas garrafas de alguma coisa ao membro da família premiado.

Almoço, arruma-se tudo, mete-se o tacho na camioneta, que normalmente ainda tem qualquer coisa, porque mais vale sobrar que passar fome, e finalmente vai-se até ao destino final, que pode ser um hotel, pousada, qualquer coisa com espaço e piscinas de preferência, num sitio sossegado e com coisas para ver se se quiser.

Chegados ao destino é a confusão de distribuir quartos, porque nunca se acerta à primeira como vão ficar, há sempre uns pissinhas no meio que dizem que sim, não, talvez, não sei, nim… Arrumar coisas no quarto, explorar o hotel, piscina, banhos, jantar e um pezinho de dança no sitio mais próximo que o permitir. Este ano foi engraçadíssimo irmos todos para uma festa da terrinha onde ficamos, a 10 km de Chaves, com uma daquelas bandas pimba, em que o palco era o próprio camião e o senhor não queria que fossemos embora.

O dia seguinte costuma ser bastante pacifico. Já há muitas garrafas de agua das pedras nas mãos dos homens, principalmente, mas continua a brincadeira, as bocas, as gargalhadas e as asneirolas que seriam impróprias para as idades para quem não nos conhece…

Enfim é um fim de semana muito bem passado e que vale muito a pena, principalmente por um coisa que a Catarina fez questão de referir desta vez: se não fosse este passeio nunca nos teríamos conhecido a todos, estaríamos todos dispersos, cada um para os seus lados e com as suas vidas. Assim pelo menos uma vez por ano podemos estar todos juntos, contar historias do arco da velha, ver uns crescer, outros a ficar mais velhos e uns que estão sempre iguais não importa os anos que passem. Os mais novos ficam a conhecer as histórias das quais não se lembram, os mais velhos procuram nos mais novos as características que condizem com a linhagem. É uma coisa que eu aconselho vivamente a toda a gente fazer se puder. Podem começar com 10 pessoas, tenho a certeza que até nas famílias mais pequenas é possível, e esse numero só vai ter tendência para aumentar.

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Não vou falar na Faina, que este post está bonito e não me apetece estraga-lo com coisas menos bonitas…

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Em relação à Alemanha, a primeira coisa que tenho a dizer é: nunca mais vou a um país sem saber dizer uma frase na língua materna! É um atrofio as pessoas falarem e não termos ideia do que nos estão a dizer!

Línguas à parte, a minha estadia na Alemanha foi maravilhosa. A Maura além de excelente anfitriã é excelente guia turísticas. Estou toda partida, doem-me as pernas, mas valeu a pena. Em 4 dias vi quase tudo em Weimar, que é uma cidade muito fixe. Em todos os pontos há coisas para se saber. Todos os edifícios têm uma história. Há uma data de personagens interessantes e marcantes que passaram por lá.

Fotografias fofinhas estão em lista de espera, para eu as organizar decentemente no Flickr, mas para cúmulo ainda estou a acabar de fazer upload de uma data delas de Inglaterra, portanto o provável é terem de esperar um bom bocado por elas, como sempre. Pode ser que daqui a uns dias me passe o ócio.

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E uma coisa importantíssima, que eu já referi uns posts atrás, mas que agora vou oficializar: EU ESTOU A PROCURA DE EMPREGO, PORTANTO SE SOUBEREM DE ALGUMA COISA PROVEITOSA PARA COMEÇAR JÁ EM JULHO POR FAVOR DIGAM-ME!

É que a minha querida câmara Sony, marca da qual eu nunca mais comprarei porra nenhuma, resolveu cuspir o botão de disparo, o moço saltou fora, quis-se suicidar, e isto arruína a minha carreira fotográfica ainda nem sequer começada. O meu objectivo é portanto comprar uma nova, em condições.

A Canon lançou uma promoção brutal – não é publicidade, é para interessados que eu sou uma pessoa que gosta de partilhar conhecimentos – e na compra da 450D oferece um tripé, uma bolsa para a câmara e um cartão de memoria de 4GB. A menina custa 649€ na Worten já com uma lente, e 800 e tal com duas, não está cara para a câmara que é e ainda por cima tem aquelas ofertas todas. É uma oportunidade a aproveitar, mas eu preciso de juntar dinheiro para isso.

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De resto divirtam-se, acabem a porra dos exames rápido que eu quero companhia para ir para a praia e bom São João.

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Inté,

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Inês

Os homens são muito fáceis

2
Jun
2009

Anda tudo muito intrigado com o porquê desta afirmação, mas sinceramente não me apetece discorrer sobre o assunto, ou explica-lo. Não ia ser bonito, eu teria de soltar por completo todo o meu ser brejeiro e, pior ainda, todos os pensamentos que não me ficam nada bem ter, mas que ninguém os sabendo não faz mal. Enfim soltar o meu lado mais demoníaco não é muito aconselhável, depois de anos a construir uma imagem de menina bonitinha e difícil (dizem eles, não eu).

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Assim deixou-vos uma musica que descreve bem o meu estado de espírito. O interessante está na letra, claro, e quem não souber interpretar poesia devia aprender, por é isso que falta aos engates de hoje em dias, são formas bonitas e dissimuladas de dizer as coisas mais simples sem ser necessário fazer um desenho ou uma descrição tão elucidativa que uma pessoa fica com a sensação que já sabe o que é, então nem vale a pena experimentar.

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Mesa – E Não Vai Ser Bom

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Inté,

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Inês