arquivo de Mar, 2009

A noite com ingleses a sério

29
Mar
2009

Ora 6ª a noite a Kath tirou-me de casa para me levar a sair com ela e com ingleses a sério. O Scott, namorado dela, e o Neigel, amigo do namorado dela, vieram buscar-nos por volta das 8 da noite para irmos para Chichester para um Pub. Sim meus filhos, aqui sai-se de casa às 8 da noite para ir ao café depois de jantar…

Primeiro Pub era mesmo o típico Pub inglês, em madeira, com sofás e mesas baixas, pessoas já muito bêbedas e de várias faixas etárias, copos de cerveja, vinho e ceider e a cheirar a álcool. Digamos que aqui eu passei o tempo quase todo com uma dificuldade terrível em perceber o Neigel, não só por causa do barulho que me dificultava a audição, mas também porque ele não fala, como ele próprio diz, “proper english”. Pois bem ele é mestre em “slang” – calão para quem não sabe. Como rapariga tímida que sou, em países estrangeiros, mantive-me caladinha o tempo quase todo que estivemos lá a ver se percebia alguma coisa que ele dissesse.

Segundo Pub era muito mais moderno. Também cheio de gente mais ou menos bem vestidos, tudo a beber cerveja, ou alguma qualquer coisa desde que tivesse álcool, e a fazer barulho. Aqui lá entramos na típica conversa da diferença entre línguas em que o Neigel me explicou algum “slang” que felizmente eu não me lembro, porque algumas coisas eram tão más, que a Kath recusou-se a dizer. Ainda nos rimos um bocado.

Entretanto eles foram cumprimentando montes de gente que ia aparecendo aqui e acolá, enquanto fazíamos horas para ir para a discoteca e, de repente, aparece uma rapariga vestida de branco, toda pintada de azul, e com um chapéu branco todo côncavo – estava mascarada de Strunf. Aí fez-se luz na minha cabeça e eu percebi porque é que os ingleses não têm carnaval. A bem dizer eles não precisam, porque mascaram-se por tudo e por nada quando querem e bem lhes apetece. E as lojas cá têm durante todo ano os mais diversos adereços, que os mais inteligentes usam só quando se mascaram, e os menos acham que é fashion e usam como se fosse algo feito para se usar no dia a dia.

A rapariga estava uma bocadinho irritada com as amigas de quem se tinha perdido, porque era a única coisa azul lá no meio, mas lá acabou por as encontrar, depois de ter explicado a toda a gente o que tinha guardado na mama esquerda e na direita, segurando as respectivas quando falava delas. O pertences eram dinheiro, cartão de crédito, e imaginem, o telemóvel, que ela diz que era muito estranho senti-lo a virar ali.

Quando são mais ou menos 10 da noite o Scott acha que é melhor irmos para o Thursdays, a discoteca para onde fomos. Ora ele enganou-se um bocadinho na hora, porque fomos p’raí os segundos a entrar, então aquilo estava completa e absolutamente vazio. Infelizmente manteve-se assim durante umas horas, que é como quem diz para aí até à 1 da manhã, em que o meu cérebro esteve ligado ao trabalho que eu tinha para fazer e ao como devia estar em casa a faze-lo. Além disso não tinha levado a máquina fotográfica, porque enfim há sempre algum receio que ma roubem, e também me martirizei por isso, porque os efeitos das luzes no fumo que era cuspido de vez em quando para a pista de dança tinham dado fotografias muito bonitas.

Entretanto começa a chegar gente e começamos a circular. Não havia assim muito para onde ir porque aquilo era bastante pequeno, mas era porreiro. Tinha a sala principal da pista de dança, que tinha sofás, mesas, a pista no centro e dois bares; depois havia uma salinha mais pequena com mesas e cadeiras, e dois bares de cocktails e shots, e finalmente um patiozinho cá fora, mais uma vez com mesas e cadeiras, e um chinês a cozinhar hambúrgueres e cachorros a noites toda. Dois pormenores que eu gostava de ver implementados em Portugal sem duvida seriam as mesas e cadeiras por todo o lado e o rapaz dos hambúrgueres a noite toda, dava mesmo jeito.

Desta vez a sensação intrusiva que eu senti no Tiger Tiger não se fez sentir, mas havia muito mais gajos no nosso grupo e o Scott disse-me que andava a expulsar os intrusos do pé de nós, o que foi muito “nice” da parte dele. De qualquer forma as danças são bastante “orgíacas”. Basicamente quanto mais se esfregarem, melhor. Não sei se já referi isto, mas a moda aqui é usar saias e vestido que só cubram as nádegas, ou calções tão curtos que também só têm esse efeito (mais valia andarem de cuecas), então o que mais se viu foi disso. Nas gajas boas uma pessoa pensa, “pronto, é uma porca”, mas nas meninas menos bem feitas, nomeadamente brutamontes com pernas do tamanho de troncos e roupas extremamente apertadas, não é nada agradável à vista. Alem das Strunfs, que eram 4 meninas, também surgiu lá um grupo enorme de rapazes e raparigas meios mascarados, e digo meios porque eles não estavam mascarados de nada especialmente, mas indumentária tinha um tema qualquer que eu não percebi.

Os amigos da Kath e do Scott eram porreiros, simpáticos e muito engraçados bêbedos. Um deles meteu-se comigo e com a Kath, porque o Scott não nos apresentou e ele não sabia os nossos nomes, e depois fomos dançar todos juntos e aparvalhar um bocado.

Assim coisas estranhas… Uma rapariga estava vestida de leopardo, incluindo os sapatos, havia uma data de indianos, ou monhés, cheios de roupa, apesar do calor que estava lá dentro, com aquele estilo desportivo foleiro típico de emigrante que quer ser “cool”, a contrastar com o ingleses que nunca andam com quase roupa nenhuma. Havia uma rapariga com um vestido tão justo e tão curto que eu aposto que não podia ter cuecas vestidas, senão viam-se as marcas, e também não se podia sentar de certeza. Não sei que penitencia pagam as meninas inglesas, mas pela quantidade de sapatos de salto de 15 cm que eu vi lá, elas sofrem bastante. Havia dois rapazes já um bocado mais velhos, de fato, em que um deles estava a dançar de uma forma muito escandalosa então o outro confessou-nos que era o seu melhor amigo, e como estava a ficar envergonhado se ia juntar a ele. Este ultimo dançava mesmo bem.

Mas nem tudo foram rosas… Infelizmente existem meninos que já têm idade para serem senhores, e continuam a portar-se como putos do 5º ano. Empurrar, passar a mão nas costas discretamente, quando se passa por alguém, fazer de conta que se foi contra a pessoa sem querer, até arriscar um bocadinho de mandar um boca simpática a miúda do lado – atenção que boca simpática não são coisas como “que belo cagueiro”, ou “hi! És tão boa”, nem tão pouco “comia-te toda” – são tudo coisas aceitáveis e relativamente fáceis de praticar, o máximo que vos pode acontecer é levarem com uma cara tão antipática que a gaja que pensavam que era bonita fica a parecer-vos realmente feia, ou conhecerem o horroroso do namorado. Agora uma coisa incrivelmente ridícula, infantil e até desactualizada é a porcaria do apalpões. Apalpões no rabo são a coisa mais asquerosa que um gajo pode fazer a uma rapariga – pelo menos na minha opinião, que acredito que haja quem goste. Pior ainda é quando os meninos se juntam todos em grupinho, um deles apalpa, e depois encobrem-se uns aos outros a fingir que não foi ninguém e que não é nada com eles. Ao menos tenham-nos no sitio para assumirem a ousadia e dêem a cara à estalada, aposto que ficavam mais excitados.

Enfim pronto, não me quis chatear com ninguém, então mudei de sitio.

E pronto, viemos embora lá para a 3 da manha, até porque estávamos bastante cansados, que isto de levantar muito cedo é incompatível com noitadas…

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Para quem não sabe o que um Strunf é — > strunf

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Inté,

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Inês

Londres e o desespero

26
Mar
2009

Ora bem, ontem fui a Londres. Ontem foi também a primeira vez que me senti completamente desesperada na minha bonita experiencia em terras de sua Majestade.

Tinha tudo para correr bem, ja tinha carregado as pilhas da maquina, ja tinha algum dinheiro comigo, e até ja tinha pensado na roupa que ia vestir. Seria só apanhar o comboio das 8.17, chegar a Portsmouth as 8.50, esperar pelos meus coleguinhas, comprar o bilhete e embarcar para London Waterloo.

Acordei as 7 da manhã, tomar banho, pequeno-almoço, vestir, arranjar as coisas, ainda tive tempo de ir ao email e de sair muito descansada de casa. Chego a estação por volta das 8.10 e por descargo de consciência carrego no altifalante que diz o próximo comboio. Ora o meu coração fica muito pequenino quando o altifalante me diz que o próximo comboio é só às 9.17. Pensei que talvez fosse o altifalante o errado e resolvi ir ao horário, coisa que não tinha feito no dia anterior. O comboio era às 8.07, e não às 8.17 como são os outros todos durante o resto do dia…

Corro para casa e telefono ao John e perguntar se há outra forma de ir para Portsmouth. Táxi para Portsmouth era caríssimo e ele não fazia ideia dos horários dos autocarros, sugeriu que fosse para Havant, uma estação entre Portsmouth e a minha, que é Bosham. Lista telefónica, procura numero de táxi, não me entendo com a lista telefónica, marco o 118. Dão-me o número dos táxis cá da terra, os táxis cá da terra não têm nenhum táxi disponível – o Pânico. O John liga outra vez a dizer que eu podia apanhar um autocarro para Havant mesmo aqui em frente a casa. Liguei ao Adam para ele tentar comprar o meu bilhete, mas liguei de casa porque não tinha dinheiro no telemóvel. Depois de sair de casa já não podia ligar a ninguém.

O autocarro nunca mais chegava, e eu agonizava com a espera, até que descobri uma tabuleta com horários. Autocarro chega, 20 minutos até Havant. Chego a Havant corro que nem desalmada para a estação, entrei com o meu passe convicta que o Adam tivesse o meu bilhete de comboio para Londres e entro no primeiro comboio para Londres que vi. Estou dentro do comboio e vejo um outro comboio na linha ao lado a dizer “London Waterloo”. Olho para a tabuleta do meu – “London Victória” – o completo desespero. Eu estava pela primeira vez a viajar para Londres, sozinha, sem bilhete e sem dinheiro para ligar a ninguem.

Fartei-me de procura o pica, que nunca mais aparecia. O pica apareceu finalmente! Dirigi-me imediatamente a dizer que precisava de ajuda, estava muito desorientada e tinha entrado no comboio errado, o que devia fazer. O pica foi tão fofinho que me disse para mudar em Claptan Junction para um comboio que fosse para London Waterloo e emprestou-me o telemóvel dele para ligar a alguém. Tanto o Adam, o rapaz polaco, e a minha professora, Claire, estavam sem rede… Clapton Junction é a penúltima estação da viagem até London Victoria, uma seca desesperada. Perto da altura de ter mudar procurei o pica outra vez, que já era um rapaz diferente e pedi-lhe novamente ajuda, ele confirmou e disse-me ainda em que plataforma apanha o comboio para London Waterloo.

Sorte das sortes, ninguém me pediu bilhete, coisa que eu não tinha.

Saio em Clapton Junction, entro no coimboio para London Waterloo. Mais uma vez ninguém me pede bilhete. Chego a London Waterloo finalmente! Mas continuo sem dinheiro e como não tenho bilhete não tenho como sair. Tive de falar com a senhora revisora e acho que o meu desespero já transparecia por todos os olhos, porque ela, apesar de manter uma cara feiíssima e antipática, vendeu-me um All day travel, que dava para eu andar o dia todo de metro e autocarro e só custava 5.60£ .

Entretanto a minha mãe liga-me – graças a deus – e peço-lhe para me carregar  telemóvel português. Levanto dinheiro, procuro uns policias e pergunto-lhes a loja de telemóveis mais próxima. Era fora da estação e quando eu pensava que já nada podia ficar pior, começou a chover torrencialmente. Loja de telemóveis, carreguei o telemóvel inglês, porque o carregamento português nunca mais chegava, liguei para a Claire, mas ela não atendia o telefone. Liguei para o Adam  felizmente ele atendeu. Falei com a Claire que me mandou ir para Leicester Square de metro. Entretanto os meus pais ligaram-me os dois, preocupadíssimos, depois de o carregamento português já ter chegado para confirmar que eu me tinha perdido da professora.

Fiz questão de perguntar com ir de metro até Leicester Square, já me tinha enganado vezes que cheguem! Apanho o metro, saio para Convent Garden e o alivio! A minha turma de fotografia aproxima-se! Finalmente fiquei acompanhada.

Agradeço muito ao John, à mamã, ao papá e ao Tissé que me carregou o telemóvel.

Daí em diante o dia foi bastante pacifico. Nunca mais me perdi de ninguém e vi coisas giras, mas não tirei grande fotografias, não estava com vontade mesmo, acho foi do trauma.

O passeio por Londres foi bonito. Fomos a uma rua com varias lojas ligadas ao mundo das artes, que me fez enterrar algum dinheiro, nomeadamente em livros. Para quem não sabe os livros aqui são mais baratos que em Portugal. Tenho a certeza que vou deixar muita gente invejosa com eles, aha ha ha. O almoço foi num restaurante belga, numa cave, em que todos os pratos são confeccionados com cerveja e há umas variedade assustadoramente grande de cervejas para escolher. O espaço era agradável, um bocadinho escuro se calhar, mas as mesas eram corridas, com banquinhos individuais. Os pratos eram muito artísticos, mas bem servidos, as casas de banho eram um espectáculo, mas tinham demasiadas pessoas para eu ficar a tirar fotografias…

À tarde fomos a duas galerias de fotografia, umas fotografias fixes, outras nem tanto, mas devem ser a únicas exposições que eu tenho para pôr no sketchbook.

Para vir embora, a Claire precisava de vir cedo, e eles estavam todos em bando, porque compraram bilhetes de grupo para ficar mais barato, e com bilhetes de grupo, é preciso viajar em grupo… Eu ainda não tinha comprado os livros na livraria e queria muito lá voltar, então o Moono, ou uma coisa do género, um rapaz chinês da minha turma, tinha um bilhete não utilizado e não precisava de ficar com o grupo ficou comigo por Londres.

Ora a busca pela livraria foi engraçada, andamos às voltinhas do sitio onde era, mas nunca acertávamos na rua, e quando finalmente compramos os livros eu quis vir embora, passado pouco tempo, senão chegávamos muito tarde.

Vir dar aqui a Bosham não é propriamente fácil, isto é muito perto do fim do mundo, mas grande parte da viagem foi uma agradável conversa com o Moono, depois tive de mudar de comboio em Farheam, novamente em Havant e finalmente casa! Ai cheguei mesmo estourada.

Ah! Durante a viagem de volta eu e o Moono vimos um arco-íris daqueles gigantes perfeitinhos, foi mesmo bonito! Acho que no final de tudo tive mais sorte que azar.

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Não fiz trabalho nenhum, e continuo super atrasada, portanto vou mas é acabar isto e pôr mãos à obra.

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Inté,

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Inês

Sketchbook

22
Mar
2009

Ando a cozinhar isto há tanto tempo que entretanto azedou. Está tosco e feio como um livro de rascunhos deve ser, com fotografias por endireitar porque eu ando preguiçosa, mas eu hei-de fazer isso, daqui a uns dias… Como vocês poderão ver pelo número é impossível andar a dar titulo a todas, e organiza-las por grupos dava-me ainda mais trabalho, para isso já existem coisas tipo o Flickr. Quando quiserem saber de onde é uma particular fotografia deixem um comentário a perguntar ou falem comigo directamente e digam-me o número que aparece por cima da fotografia quando a vêem em grande que eu digo-vos. Infelizmente elas misturaram-se um bocadinho porque eu andei apagar ficheiros que não devia, mas pronto, o essencial dá para ver, divirtam-se.

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Inté,

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Inês

Vovô Lís

18
Mar
2009

Não me digam que lamentam muito, ou que foi melhor assim. Não me falem dos últimos tempos, ou da doença, ou daquilo que o meu avô não era.

Falem-me dele. Falem-me do homem bom e bonito e querido. Contam-me histórias de quando ele era novo e ia roubar a comida aos tachos pela calada da noite. Contem-me as vezes ele foi nobre, nem que isso demore um dia inteiro.

Lembrem-me do vovô Lis que me ia buscar ao primeiro andar para brincar comigo. Contem aos meus primos mais novos das nossas idas ao parque da Feira, dos baloiços e das inúmeras visitas ao castelo.

O castelo da Feira é do meu avô. É dele todas as vezes que me levou lá e contou as histórias sobre príncipes, princesas e mouros.

Lembrem-me do homem bom, do quão querido ele é entre aqueles que o chama Luisinho e os que o tratam por Senhor Luís.

Lembrem-me o quanto ele gostava dos netos e de como era maravilhoso a brincar connosco.

Digam aos meus primos mais novos que ele era forte, grande, bom e bonito. Digam-lhes que ele era Rei de um castelo.

Digam-lhes que ele era a pessoa mais feliz do mundo. Porque eu nunca conheci ninguém que acreditasse tanto que era feliz. Não me deixem esquecer o sorriso aberto e o brilho nos olhos quando ele dizia:

– Eu sou feliz! A mim nada me falta!

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Lembrem também da catequese:

– Nem um só cabelo da tua cabeça cairá sem o meu consentimento.

Ou do “deve e a haver”, que ele repetia sistematicamente.

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Ele deu até ao fim. Até ao fim deu sorrisos, mimos e beijinhos, bastava mima-lo. Deu montanhas de agradecimentos e eram todos sinceros. Deu-nos também a oportunidade de tomarmos conta dele e fazermo-nos pessoas melhores, para um dia termos alguém que tome conta de nós.

Cantem a quem não se lembra a música do trovador, que eu consigo ouvir tão nitidamente:

– Vila da Feira, ó terra querida

tu és a vida do trovador

teus verdes campos

e teu castelo

altivo e belo

falam de amor.

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Hoje espero que as más memorias se enterrem com o seu corpo enfermo e fique só o que é bom.

Falem-me de coisas bonitas e boas, porque eu sei que ele está em paz e feliz, por causa daquele sorriso aberto e do brilho nos olhos que eu tenho gravados na memória.

Ele já está a olhar por nós, sentado ao lado de quem lhe estendeu os braços abertos e disse “Anda cá meu menino!”.

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Os netos todos.

Desmancha prazeres

16
Mar
2009

Para aqueles que estão sempre a gabar o bom tempo que para aí tem pairado – hoje esteve muito sol e calor aqui também! E o céu está estrelado!

As senhoras que andam a reclamar com os erros, ora bem, os meus dedos não são suficientemente rápidos a tipografar e o Word é uma porcaria mal feita que não sabe corrigir nada em condições. A minha sugestão para resolver este problema tem duas opções: a primeira consiste em criarem um aparelhometro qualquer que ligado ao meu cérebro escreva tudo o que eu estou a pensar, à velocidade que penso! Seria incrível, deviam ver a quantidade de ideias mirabolantes a sair desta mente brilhante. A segunda solução, mais em conta e mais realista, é fazerem uma vaquinha e comparem-me daqueles aparelhometros que escrevem enquanto uma pessoa está a ditar. Isso não seria o ideal, mas chegava para remediar o caso, porque avançar palavras a falar será mais difícil, penso eu.

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Infelizmente descobri também no decorrer da semana passada que não vou poder utilizar a minha bela obra de arte – a doll – porque o meu jogo tem de ter dois jogadores. Assim sendo vou desenhar dois bichos gordos e rechonchudos que lutam por chegar primeiro ao fim do nível, mas que, além dos obstáculos, podem atrapalhar-se um ao outro. Mais desenvolvimentos talvez amanhã, que vou ter mais pormenores sobre o coursework.
Agora arranjei um belo de um novo vicio – after eight – e preciso desesperadamente de parar de comer, assim como reduzir as doses que ingiro ao jantar, pois o botão das calças começa a dar de si.

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Assim mais coisas, não me apetece fazer nada e tenho montes e trabalho…

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Hoje não estou mesmo nada inspirada nem para conversa da treta.

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Inté,

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Inês