arquivo para a categoria ‘A aventura continua…’

Quando for grande quero ser Filantropa

29
Jun
2010

E a primeira reacção de toda a gente é partirem-se a rir, como se eu estivesse a dizer uma tolice de criança. Eu digo muita coisa deste género, para dizer a verdade, mas não me canso de as dizer. Algumas chegam a acontecer.

Eu sempre tive esta forma ingénua de acreditar nas pessoas. Não sei bem de quem o herdei, mas talvez do meu avô que dizia sempre “quem recebe deve, quem dá tem a haver”. Não sei porque razão isto me ecoa tanto nos ouvidos agora, quando faço 22 anos. Olhando para a minha vida eu sou um poço de sorte. Só me acontecem coisas boas, felizmente. É tudo tão fácil e bonito que parece que é quase tudo dado em bandeja de prata.

Não sei se é esta sensação de ter tanto, que me faz querer partilhar tudo também. Apetece-me partilhar risos, momentos, vitorias, derrotas. Apetece-me partilhar vida! Apetece-me dar às pessoas um bocado daquilo que eu tenho, sejam coisas, dinheiro ou esta felicidade infantil. Não porque ache que tenho a mais, apesar de isso ser discutível, simplesmente porque há alguém que vai fazer melhor uso disso.

Eu acredito cada vez mais no principio ” se eu te fizer um favor, um dia, quando eu precisar, vai haver alguém a fazer o mesmo por mim”. Por isso apetece-me fazer coisas pelas pessoas. Apetece-me dar um pouco de mim a quem gosto. Não me importava de trabalhar de graça, se comer não dependesse disso. Não tenho ambição em ter muito dinheiro, um grande carro ou uma grande casa… Tenho ambição de ter coisas para dar quando mas pedirem. Se para isso é preciso ter dinheiro, acreditem que eu vou ficar rica. Acreditem também que vou ficar rica assim, de favor de outros. Porque é possível ter contas de favores.

Ao principio custa, como qualquer investimento, é preciso dar umas quantas coisas sem retorno. Mas um dia hade alguém de nos dar alguma coisa, ou porque nós já o ajudamos, ou porque sabe que se precisar nós lá estaremos. E este ciclo vai crescendo até começar a dar lucros. Podem não ser lucros em dinheiro, nem em número de favores, mas de certeza que a satisfação que se tem por se ter ajudado alguém não tem preço. E não há maior riqueza no mundo, porque quanto mais se dá, mais se tem para dar.

Um dia eu vou ser filantropa. Vou montar uma associação ou coisa que o valha, que acredite essencialmente em pessoas, que acredite no bem das pessoas. Será uma “casa” onde não é o dinheiro que conta para sermos ricos, mas a disponibilidade para darmos o que temos. E o lema dessa casa será este:

“Quem recebe deve, quem dá tem a haver.” – Luís Amorim

Inté,

Inês

P.S. –> para quem não sabe o que é a Filantropia tem aí a definição, mas pelo amor da santa, não olhem para a lista de nomes que são dados como exemplos de Filantropos, da qual constam nomes como os da Paris Hilton, Lindsay Lohan e Britney Spears… A dizer a verdade a lista quase só tem tem cantores famosos -_-‘ fiquem-se pela definição.

Coisas estupidas (não acontecem só aos outros)

8
May
2010

Ora muitos já terão tido a oportunidade de me insultar e de rir perdidamente da minha desgraça – se bem que quando se trata de computadores, as pessoas até nem se costumam rir muito e até são solidárias. Enfim, como o Facebook só permite um certo limite de caracteres, e a minha vida é p’ra lá de aborrecida, é melhor aproveitar esta história para encher um bocado este balão flácido em que se tornou este blog.

Felizmente são poucos os momentos de pânico que eu já sofri nesta terra, mas quando eles acontecem têm tendência a ser “calamitosos” (isto existe?). O primeiro grande momento foi há muito meses atrás, quando eu me enganei no comboio para Londres, o segundo foi quando o meu trabalho de fotografia foi quase literalmente por água abaixo e agora este, passado um ano, talvez porque alguém achou que as coisas estão a correr demasiado bem – esse algu´m não assiste às minhas aulas de programação.

Levantar às 6.45, banho remeloso, meia hora pra escolher que roupa vestir para ir fazer um Pitch para o Second Stage do Enterprise Challenge, pequeno almoço a pressa, sair a pressa e recitar o pitch várias vezes no meu cérebro até Portsmouth. Chego a Portsmouth, vou directa aos computadores para preencher mais um formulário para os Rising Stars, por a pouca maquilhagem que sei por – risco nos olhos – para parecer menos mal e vamos lá filmar a porcaria do pitch. Em vez de um tive de fazer dois, que os Rising Stars, apesar de terem um prémio mais baixo e um desenvolvimento mais foleiro também exigem essas coisas. O segundo ficou merdoso.

Estava acabado o meu dia… Eram 10.30 da manhã. Os meus planos eram voltar pra casa e passar a tarde a dizer asneiras, a enroar cabelo e a coçar a testa enquanto me debatia ferozmente com o 3D e com a porra de um casaco Georgiano do século 17. Mas ainda faltavam 20 minutos para comboio e estava um frio do caraças. Em resolvi ir à Debenhams, que é um cena tipo El Corte Inglês que fica a 5 minutos da estação. Acabei por ver um cinto que gostei, pago, venho embora, comboio p’ra casa.

O comboio dá-me sempre imenso sono. Um dia destes vou acordar na estação errada. P’ra já só me tem acontcido acordar sobressaltada e atirar-me abaixo da carruagem antes que as portas fechem. Hoje aconteceu isso. Bem, ensonada entrei numa cena tipo merceria mas que em vez de pertencer ao Zé da Esquina, pertence a um Franchising qualquer (não me apecete ir confirmar como é que isto se escreve) comprar um pãozinho, que estava a dar-me a larica. Pago o pão, saiu da loja, dou uma dentada… E de repente sinto-me com mobilidade a mais… e demasiado leve.

Olho por mim abaixo, não tinha o portatil comigo. Volto a merceria-Franchising, que eu tenho a mania de o pousar quando pego na carteira para ir buscar dinheiro. Mas o portátil não estava na mercearia. Pânico. Muito pânico. O portátil deve ter ficado no comboio. Corro para estação e ligo para o número de assitência ao cliente. Além da gaja falar meia hora, há 6 opções pelo menos, antes da opção de “Lost Property”. Mas até foram rápidos a atender. Ainda era muito cedo para eu telefoner, tinha e esperar que o comboio chegasse a Littlehampton para que o pica tivesse oportunidade de o entregar caso o encontrasse. Liguei também para Debanhams, mas o portatil não estava lá. Só era possivel tê-lo deixado no comboio. Liguei a hora que o comboio deveria chear a Littlehampton, a senhora pede-me ligar passados 10 minutos, para ela puder telefonar para Littlehampton a ver se tinham entregue alguma coisa, mas caso não tivessem, para eu esperar até segunda-feira. SEGUNDA-FEIRA?!?! O meu portátil não durava até segunda-feira! Fiz uma segunda tentativa para a Debanhams, desta vez directamente para a os seguranças e responsaveis por perdidos e achados. Não estava lá. Tinha de estar no comboio.

Ligo uma última vez para a companhia de comboios, atende-me um enjoada que me pede os dados, para me reportarem se eventualmente encontrarem alguma coisa, mas diz-me que não só não liga para Littlehampton, como não me pode dar o número de telefone das estações de comboio para eu ligar p’ra elas a ver se entregaram alguma coisa. Entre Bosham – a estação onde eu sai – e Littlehampton há 5 estações! 5! CINCO! Fishbourne, Barnham, Chichester, Ford and Littlehampton (consigo ouvir a cantilena que dá no comboio a dizer as estações de cada vez que o comboio pára).

Não ia esperar até segunda-feira, enfiei-me comboio para Littlehampton. Se entregassem o portátil, devia ser lá. Ora no comboio para Littlehampton estava um pica bem mais simpatico e prestavel que a porra das pessoas do Call Center do Lost Property. O senhor começou imediatamente a fazer telefonemas, a tentar fazer o tracking do comboio que eu tinha apanhado, e quando paramos em Barnham – sigam o trajecto com a descrição das estações no parágrafo anterior – pediu a um colega dele para ir verificar outro comboio, que seria aquele que eu teria apanhado, mas que ia em direcção contrária já.

Chegamos a Littlehampton e ele levou-me lá ao Staff office, ou lá o que era, e mais uma vez tive alta sorte com os senhores. Pegaram no telefone, ligaram para todas as estações entre Bosham e Littlehampto e ainda emitirem um alerta para todas as estações a explicar que uma menina tinha perdido um portatil, caso além entregasse um numa destas estações, para avisar Littlehampton que eles avisavam-me a mim. Enfim, não havia mais nada que pudessem fazer, e já fizeram muito! Não tive outro remédio senão ficar uns 45 minutos a espera do próximo comboio para Portsmouth. Queria tentar a Debehams pessoalmente.

Depois de 45 minutos de conversa com o inglês que verificava os bilhetes à entrada e saida da estação, porque esta estação não tem maquinas, enfio-me no comboio, cansada, sem esperanças e a tentar não pensar no facto de ter perdido pelo menos um dos trabalhos que tenho de entregar esta semana. Quando estava em Barnham ligam-me de Littlehampton a dizer que tinham entregue um portatil lá! Eu saiu do comboio histérica, vou ter com o sujeito do sinal que controla os comboios e ele diz-me que afinal não, não tinham entregue nada…

Mais uns minutos a espero e embarco outra vez para Portsmouth. Chego à Debehams, a menina da caixa que lá estava era a que me tinha atendido, no entanto disse-me que nao tinha deiado lá nada. Fiquei desolada… Quer dizer, que acho que já estava em transe, já nem sentida nada, nem fome, nem vontae de fazer chichi, nem preocupação com o trabalho… Enfim, era o fim do mundo sem buraco para me enfiar. Por descargo de consciência, fui ao Enterprise Center, onde estive de manhã a filmar o pitch, mas já sabia que não ia encontrar lá nada. Não encontrei.

Fui para o Park Building, derrotada. Não havia nada a fazer. Estava sem portátil, sem jogo, sem computador em casa, porque o John só tem um portátil que usa para trabalhar também, a minha vida andava toda para trás… E toca o telefone. Eu pensava que era de Littlehampton, mas afinal era da Debehams, que fica a 10 minutes do sitio onde eu estava. Pediram-me detalhes do portátil! YES! ELES TINHAM O MEU PORTÁTIL! TINHAM ACABADO DE O ENCONTRAR! A minha vida pode sorrir outra vez!

Tendo em quando que não falei em tempos durante toda a descrição, dou-vos uns valores muito simples de perceber. Eu perdi o portatil às 10.45 da manhã e só o reavi às 4 da tarde, portanto 5.45 horas de puro desespero! Não é engraçado! Estive das 7.30 da manhã até as 4.30 da tarde sem comer!

Fica para aprender a nao ser estupida para a próxima!

P.S. –> Eu refiro uma data de coisas que provavelmente vocês não sabem o que são, mas sigam os links para perceberem ou Googlem, que eu não estou com paciência para explicar.

Inté,

Inês

Terça-feira…

20
Apr
2010

O dia em que perco mais tempo da minha vida. E ainda por cima enervo-me.

A maquina tem sempre razão!

18
Apr
2010

Só é pena que não saiba dizer o que é que está mal feito…

Resumindo odiar programação

16
Apr
2010

Ontem a noite estive a discutir com o Couto uma solução de código para fazer uma coisa simplissicima. A discussão durou das 9 à 00.00, sensivelmente. Há 00.15 tive uma epifania, há 00.25 o código era este:

<?php

do{
echo ‘<a href=”‘.$row_friends_all[‘link’].'” title=”‘.$row_friends_all[‘name’].'”><img src=”images/friend.jpg” width=”21″ height=”38″ alt=”friends”/></a>’;
}while ($row_friends_all = mysql_fetch_assoc($friends_all));

for($n=$totalRows_friends_all; $n<280; $n++){
echo ‘<img src=”images/friend_white.jpg” width=”21″ height=”38″ alt=”no_friend”/>’;
}

?>

Há 00.30 o código funcionava.